A cultura só se torna verdadeiramente compartilhada quando diferentes pessoas podem encontrá-la, compreendê-la e experimentá-la a partir de suas próprias formas de perceber o mundo.
No Seres do Folclore Brasileiro, acessibilidade não é entendida como um recurso acrescentado à obra depois de pronta. Ela faz parte do compromisso do projeto com a memória, com o território e, sobretudo, com as pessoas para quem essas histórias continuam existindo.
Este site está sendo construído para ampliar diferentes caminhos de acesso às obras, às pesquisas e aos conteúdos do projeto. As imagens recebem textos alternativos e descrições, permitindo que pessoas que utilizam leitores de tela tenham acesso às informações visuais. Infográficos e imagens que contêm textos recebem também transcrições, para que seu conteúdo não permaneça restrito àquilo que pode ser visto.
O projeto prevê ainda conteúdos em Libras, recursos em áudio e audiodescrição, além de atenção à organização dos textos, à legibilidade e à navegação. Ao final de cada página, o visitante encontra o recurso VLibras, que oferece tradução de conteúdos textuais para a Língua Brasileira de Sinais por meio de um avatar digital.
Nas exposições e demais desdobramentos presenciais, essa construção se amplia por meio de recursos que favoreçam também experiências táteis, sonoras e outras formas de aproximação com as obras.
Nenhum desses recursos substitui o outro. Uma descrição não substitui a experiência tátil; Libras não substitui uma legenda; audiodescrição não substitui um texto alternativo. São caminhos diferentes para que cada pessoa possa construir sua própria relação com aquilo que encontra.
Sabemos também que acessibilidade é um processo contínuo. Este espaço permanece em construção, aberto à revisão, à escuta e ao aprendizado. Identificar uma barreira não significa apenas corrigir uma página: significa compreender de que outra maneira aquele conteúdo pode ser compartilhado.
Mais do que cumprir uma exigência técnica, buscamos construir um espaço em que o acesso à memória e à cultura seja entendido como direito.
Queremos que cada pessoa possa atravessar este território de histórias, imagens, vozes, matérias e lembranças por caminhos que façam sentido para ela.
Porque a memória também fala com as mãos, com os olhos, com os ouvidos e com o corpo que se tem.
VLibras: ao chegar ao final de cada página, procure pelo recurso de tradução em Libras para acessar o conteúdo textual também em Língua Brasileira de Sinais.