RIO DE JANEIRO
Chibamba
Pesquisa escultórica em desenvolvimento para o projeto Seres do Folclore Brasileiro. O estudo investiga a figura da Chibamba e sua presença nas manifestações populares do norte fluminense, compreendendo sua relação com os territórios rurais, as plantações, os mascaramentos festivos e o imaginário cultural do Rio de Janeiro.
Sobre o Ser
A Chibamba é uma figura tradicional das manifestações populares do norte do estado do Rio de Janeiro, especialmente associada às comunidades rurais e às festas que atravessam gerações. Sua presença emerge dos caminhos entre canaviais, bananeiras e áreas de cultivo, onde o trabalho cotidiano e a celebração popular se encontram.
Caracterizada pelo uso de máscaras, vestimentas marcantes e comportamento brincante, a Chibamba transforma temporariamente a paisagem e o cotidiano, criando um espaço onde o mistério, a alegria e a ancestralidade caminham lado a lado. Sua aparição suspende as fronteiras entre o comum e o extraordinário, permitindo que a comunidade reviva memórias, identidades e tradições coletivas.
Ligada à cultura popular rural, a Chibamba preserva elementos de diferentes matrizes culturais que contribuíram para a formação do território fluminense. Sua figura permanece associada à fertilidade da terra, às colheitas, aos encontros comunitários e à força criativa das manifestações transmitidas pela oralidade e pela experiência compartilhada.
Mais do que um personagem festivo, a Chibamba representa a capacidade das comunidades de transformar a própria paisagem em celebração, mantendo vivas as relações entre território, memória e pertencimento cultural.
Pesquisa e Referências
A pesquisa reúne registros de tradição oral, estudos sobre o folclore brasileiro, narrativas associadas às águas e referências ligadas à memória cultural capixaba. O estudo busca compreender como a Mãe d'Água permanece presente como símbolo dos rios, das cachoeiras e das paisagens aquáticas do Espírito Santo, articulando território, imaginação e pertencimento cultural.