As Obras Fundadoras abriram caminhos, levantaram perguntas e deram origem a uma investigação mais ampla.
Seres do Folclore Brasileiro se desenvolve a partir de diferentes linhas investigativas, que orientam maneiras distintas de aproximação entre ser, memória, território, corpo e transformação cultural.
Investiga seres profundamente vinculados a territórios específicos do Brasil.
A pesquisa parte do lugar: suas paisagens, histórias, comunidades, memórias e transformações. Mais do que perguntar quem é o ser, interessa compreender o território que continua fazendo com que ele exista.
Investiga seres que atravessam diferentes regiões do país e assumem múltiplas formas, nomes e narrativas.
Saci, Iara, Curupira, Caipora, Boitatá e outros seres revelam que uma mesma presença pode se transformar ao atravessar territórios. A investigação acompanha essas permanências, deslocamentos e diferenças.
Investiga narrativas que continuam surgindo, circulando e se transformando no presente.
Relatos, aparições, acontecimentos locais e novas formas de transmissão mostram que o imaginário popular não pertence apenas ao passado. Novos seres continuam sendo produzidos pela experiência coletiva.
Desdobramento recente da pesquisa.
Este quarto eixo surge do amadurecimento de Seres do Folclore Brasileiro, originalmente estruturado em três linhas investigativas, e amplia a pesquisa para encontros e deslocamentos para além do território brasileiro.
Investiga presenças, narrativas e saberes que atravessam fronteiras e oceanos e que, ao encontrar outros territórios, povos e culturas, permanecem, transformam-se ou assumem novos sentidos.
Aqui, o oceano deixa de ser apenas distância entre continentes e passa a ser compreendido como território de travessia, memória e conexão.
Cada eixo modifica a pergunta, o percurso e a forma de aproximação.
Antes de esculpir, é preciso escutar.