SULTÃO DO MATO E A EMA CELESTE
SULTÃO DO MATO E A EMA CELESTE
Céu, território e caminhos invisíveis
Se folclore significa o saber do povo, os conhecimentos tradicionais sobre o céu ocupam um lugar legítimo nesta pesquisa. A leitura das estrelas, preservada e transmitida entre gerações, revela que o céu também é território da memória, da cultura e da tradição.
Sultão do Mato e a Ema Celeste é uma escultura autoral desenvolvida em 2026 a partir da investigação das relações entre território, cosmologias indígenas e observação do céu. Inspirada na constelação indígena da Ema e nas paisagens do Cerrado, a obra procura materializar uma presença que habita os espaços entre as estrelas, unindo memória, natureza e imaginação. Sultão do Mato e a Ema Celeste é uma escultura autoral desenvolvida em 2026 a partir da investigação das relações entre território, cosmologias indígenas e observação do céu. Inspirada na Constelação Indígena da Ema e nas paisagens do Cerrado brasileiro, a obra procura materializar uma presença que habita os espaços entre as estrelas, unindo memória, natureza e imaginação.
Diferentemente das esculturas que compõem o projeto Seres do Folclore Brasileiro, esta obra não representa um ser do folclore. Ela constitui um estudo fundador da pesquisa, no qual foram desenvolvidos princípios metodológicos, formais e conceituais que posteriormente deram origem ao Método Investigação Encarnada e às esculturas do projeto. A obra marca o início de uma investigação sobre as relações entre céu, território, memória e imaginação, estabelecendo as bases que orientam toda a pesquisa desenvolvida posteriormente
Escultura desenvolvida em 2026 a partir da investigação encarnada das relações entre território, céu e memória, inspirada nas cosmologias indígenas e nas paisagens do cerrado brasileiro.
Tradição oral, astronomia cultural e cosmologias indígenas relacionadas à Ema Celeste, revelando diferentes formas de compreender e habitar o céu brasileiro.
Construída pelo Método de investigação Encarnada, reunindo observação do céu, convivência com território e experimentação escultórica.
Fotografias e detalhes da obra, revelando texturas, símbolos e diferentes perspectivas do Sultão do Mato e da Ema Celeste.
Entre estrelas e vazios, diferentes povos aprenderam a ler o céu como um lugar de memória e orientação. No Brasil, as constelações indígenas revelam formas que não nascem das estrelas, mas dos espaços entre elas. Inspirado pela Ema Celeste e pelas paisagens do Cerrado, o Sultão do Mato surge como uma presença que caminha entre terra e firmamento, recordando que alguns caminhos só podem ser vistos por quem aprende a olhar devagar.
Texto escrito durante o processo da obra, reunindo memórias, sonhos, símbolos e caminhos surgidos na convivência com o céu e com o território.
Estudo do céu a partir do território de Brasília e das paisagens do Cerrado, revelando diferentes formas de observar, habitar e reconhecer o firmamento brasileiro.
Saberes indígenas, memória e lugares de Brasília mantêm vivo o encontro entre território, cultura e diferentes formas de compreender o céu brasileiro.
ÁREA DO PROFESSOR
Propostas pedagógicas e materiais educativos para trabalhar memória, território, observação do céu e cultura brasileira em sala de aula.
Quando a noite cai sobre o Cerrado, nem todas as constelações são feitas de estrelas. Algumas são desenhadas pelos espaços vazios entre elas. É nesses intervalos que o Sultão do Mato caminha.