OBRAS
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As esculturas reunidas em Seres do Folclore Brasileiro constituem uma investigação artística dedicada às relações entre memória, território e imaginário cultural brasileiro.
O conjunto está organizado em três eixos de pesquisa:
Seres associados a estados brasileiros e ao Distrito Federal
Reúne personagens, lendas e presenças simbólicas associados a estados, regiões e paisagens específicas do Brasil, investigando as relações entre identidade cultural, oralidade e pertencimento territorial.
Seres transversais do imaginário coletivo brasileiro
Dedicado a figuras que atravessam diferentes regiões do país, assumindo múltiplas formas e interpretações, revelando conexões entre diversas tradições do imaginário brasileiro.
Eixo III — Presenças Simbólicas Contemporâneas
Seres de presença simbólica territorial contemporânea.
Investiga personagens e construções simbólicas vinculadas à memória coletiva, às celebrações populares e às formas contemporâneas de manifestação do patrimônio cultural.
O projeto tem origem em três obras fundadoras que estabeleceram as bases conceituais e formais da pesquisa:
Investigação escultórica sobre memória popular, imaginação e presença simbólica.
Sultão do Mato e a Ema Celeste
Narrativa escultórica inspirada no território, nas constelações brasileiras e na observação da paisagem.
Dança dos Mascarados
Obra dedicada aos mascarados brasileiros, articulando patrimônio cultural, rito, memória e identidade coletiva.
A partir dessas obras, a pesquisa expandiu-se para a criação de um conjunto de 45 esculturas autorais dedicadas à preservação, valorização e reinvenção da memória cultural brasileira.
Desdobramento recente da pesquisa — seres, presenças e saberes que atravessam continentes.
Este quarto eixo surge como um desdobramento recente de Seres do Folclore Brasileiro, originalmente estruturado em três linhas investigativas. Seu aparecimento acompanha o próprio amadurecimento da pesquisa e a abertura do projeto para encontros e deslocamentos para além do território brasileiro.
Investiga presenças, narrativas e saberes que atravessam fronteiras e oceanos e que, ao encontrar outros territórios, povos e culturas, permanecem, transformam-se ou assumem novos sentidos.
Aqui, o oceano deixa de ser apenas distância entre continentes e passa a ser compreendido como território de travessia, memória e conexão.