Mais do que uma canção infantil, Alecrim Dourado permite abordar temas relacionados à memória, tradição oral, patrimônio cultural, plantas do cotidiano e saberes familiares. A obra convida professores e estudantes a reconhecerem que a cultura não habita apenas museus e arquivos; ela permanece viva nas cozinhas, nos quintais, nas festas, nas rezas e nas histórias que continuam sendo contadas.
Ao trabalhar com esta obra, talvez o mais importante não seja explicar o Alecrim, mas criar espaço para que outras memórias possam aparecer.
Perguntas para a sala de aula
Quem ensinou as canções que chegaram até nós?
Existe alguma planta importante na história da sua família?
Que saberes eram comuns na casa dos seus avós?
O que desapareceria se ninguém mais contasse determinadas histórias?
Que memórias merecem continuar sendo transmitidas?
Possibilidades de diálogo
Artes
Cantigas populares.
Tradição oral.
Ilustração e desenho.
Ciências
Plantas aromáticas.
Cultivo e observação.
Relação entre cheiro e memória.
História
Patrimônio cultural.
Memória familiar.
Cultura popular brasileira.
Língua Portuguesa
Oralidade.
Narrativas.
Entrevistas com familiares.
Como artista e pesquisador, compreendo que criar é também uma forma de cuidado. E ensinar, talvez, seja uma forma de recontar. Não para conservar o passado como relíquia, mas para permitir que ele encontre novos corpos, novas vozes e novas maneiras de permanecer.
Porque algumas coisas não continuam existindo por serem eternas.
Continuam existindo porque alguém, em algum lugar, decidiu contá-las mais uma vez.
A MEMÓRIA TAMBÉM FALA COM AS MÃOS
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